Pax Intratibus

19.8.06

Optimismo a Quanto Obrigas

Fonte da Foto: UEBA

Depois de ter lido o meu 267º livro de Auto-ajuda decidi tornar-me um optimista a toda a prova por uns dias. Começada esta B.I. (Boa Intenção) sinto-me mais confiante na vida. A tal ponto que ainda acredito que a CMB vá resolver as trapalhadas do anterior executivo no que respeita ao trânsito citadino, que os funcionários serão valorizados pelo que são; também acredito no Aeroporto de Beja já no próximo ano, num enorme aumento do poder de compra dos Portugueses, na descida abrupta das taxas de juros, nos Bancos deixarem de nos escamotear o valor do Spread nos empréstimos que contraímos, no final dos incêndios, no cessar-fogo completo no Iraque, Afeganistão e Líbano. Também acredito que o Alentejo se vá tornar a mais rica província do País nos próximos 3 anos (e não nos 3000 como anteriormente cria). Creio num funcionamento óptimo da Piscina de Beja. O que é que vocês querem? Os livros de auto-ajuda tornam-me num mentecapto a 100% (o meu normal são os 85%). Ah! E também acredito que a Madonna ainda vai ser Beatificada pelo Bentinho XVI (ou pelo seu sucessor escolhido pela Opus Dei) y su Banda "La Opus Grey" (“A Obra Cinzenta”, nome do espanhol, latim e inglês, respectivamente). É tão bonito e parvo este estado de me sentir "tramôco" da cabeça. E tudo isto – perguntarão – apenas porque leste uns livros? Também, mas não só. Decidi entrar numa de optimista a todo o custo. E já me está custando tanta asneira escrita num só "post". Mas afinal de contas não é todos os dias que uma pessoa toma uma resolução destas. Há que fazer sacrifícios para podermos ser optimistas, ou pelo menos, para pensarmos positivamente quando vivemos neste País.
Pensava que a frase “Penso, logo existo” tinha sido criada pelo Descartes como nos ensinam no liceu. Bom, não foi. Bastantes séculos antes já Santo Agostinho (Bispo de Hipona e Doutor da Igreja) afirmava: “Penso, logo Deus existe” “mea culpa, mea máxima culpa). No Portugal actual quase se torna mais própria a frase “Penso neste Governo, logo desisto”.

5 Comentários:

  • "Penso neste governo, logo desisto" - Genial... mas apenas para a minoria que pensa neste país. Sim porque, depois de ter visto o programa que vi ontem na TVI, e de saber que há muitos portugueses que o seguiram com interesse, eu ja não acredito que pensar seja uma actividade previligiada neste país. (n sei o nome do programa mas er aum brasileiro a apresentar, caso exista interesse em saber)

    By Blogger In_util, at agosto 19, 2006 5:14 da tarde  

  • Por vezes dou-me a pensar: Se eu fosse um maluco, ou um bêbedo, não me chateava com nada. Mas depois volto à realidade, é que existe um rebento meu....

    Agora sobre o teu texto. Um pouco de optimismo não faz mal nenhum. Afinal, o desemprego está a descer, a inflação também, o preço do crude idem, pode ser que a coisa entre nos eixos.

    By Blogger Zig, at agosto 20, 2006 1:31 da manhã  

  • É impressão minha ou este texto poderia resumir-se a "rir para não chorar"? Se é assim já somos dois!

    Abraço e boa semana!

    By Blogger RCataluna, at agosto 20, 2006 9:27 da tarde  

  • Prostituta

    "Posto o sol da esperança
    O medo acaricia-lhe os olhos
    Ao espelho as meias pretas
    Atenuam-lhe as nódoas roxas dos cifrões (...)"
    Autor: António Manuel Vilhena, nascido em Beja a 14/10/1960, no seu livro de poemas "do ventre da terra" editora "Ediliber".
    Um abraço!!!
    Paulo
    PS: Certo????

    By Blogger Paulo Sempre, at agosto 22, 2006 1:16 da tarde  

  • @in-util: Obrigado pela gentileza do elogio. Realmente tens razão, pensar neste país está em vias de extinção, é quase um desporto de elites (risos). Quanto à TV, ou não vejo nenhuma ou então sou muito, muito selectivo com o que apresento ao meu cérebro.
    Um abraço.

    @Zig:"...Volto à realidade é que existe um rebento meu...". Existe um rebento teu e existes tu. Não podemos viver apenas em função de rebentos, se assim for, a árvore acaba por secar. Tens razão Zig, o optimismo com conta, peso e medida nunca fez mal a ninguém. Eu neste artigo apenas utilizei a ironia, não estava a falar a sério.
    Um abraço.

    @RCataluna: Não meu amigo, não foi impressão tua, espectacular a forma como o colocaste, é mesmo "rir para não chorar". Já somos mesmo dois.
    Um abraço.

    By Blogger Abade.anacleto, at agosto 23, 2006 5:52 da tarde  

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