Pax Intratibus

19.9.05

A Campanha ao Parlamento Alentejano - Uma Visão Astrológica

CANDIDATOS À C.M.B. (Casa Moribunda e Boateira)

Primeira visão Astrológica dos Candidatos



KARLOS ARVOREDO
Signo Solar da Campanha – Capricórnio
Número da Sorte – 9
Filme – A Grande Maratona
Livro – Venho para Curar (Padre Dário Betancourt)
Dia da Semana - Domingo
Citação da Campanha – "Já se disse tudo, mas como ninguém ouviu, é necessário recomeçar” (André Gide)




Amigo Karlos, deve ter muito cuidado com os que se tentam encostar a si nesta fase com vista às benesses que da sua pessoa poderão advir a partir de dia 10 (os chamados amigos "que ele se lixe desde que venha o tacho"). Não deve cortar a barba ou tirar os óculos, já que a fotocópia à lá Barreira Parques lhe será muito útil aquando da votação. Os velhinhos e velhinhas (sem qualquer sentido depreciativo) até vão pensar que estão a votar pela 25ª vez no Candidato Barreira Parques. Sendo você eleitoralmente falando, um capricorniano, sabe que a sua meta não lhe escapará. Se bem que não o diga a ninguém, o seu sonho é ser Presidente. Tente relacionar-se com os outros de uma forma mais afável e alegre (pode tentar alargar o sorriso). Na saúde não se prevêem alterações significativas, a não ser a possibilidade de algum desconforto na garganta. Deve ser honesto evitando prometer o que sabe de antemão que não poderá cumprir.
Presságio: Forças subtis trabalharão a seu favor.



XICO PRANTOS

Signo Solar da Campanha – Carneiro
Número da Sorte – 13
Filme – Duro de Roer
Livro – Em Demanda da Relíquia (Bernard Cornwell)
Dia da Semana – Sexta-Feira
Citação da Campanha – "A pior coisa que se pode fazer é prolongar a vida do que já não vive” (José Saramago)


Amigo Xico, estas coisas são sempre complicadas. A vida é dura de roer mas a derrota eleitoral poderá sê-lo muito mais. Cuide da sua aparência, evite aparecer sentado em poltronas (a menos que tenham a etiqueta da Moviflor), veja quem o acompanha para poder safar-se a tempo de possíveis problemas cardíacos. Não deixe crescer a barba e não use óculos! Podiam confundi-lo com alguém que é "persona non grata" no Comité Central, o que seria de muito mau tom e resultado para si. Sendo o Signo do Carneiro o regente da sua campanha, acautele-se com a impulsividade: pense primeiro e aja depois. Para obter melhores resultados tente sorrir mais e falar mais pausadamente, ou talvez não... Aproveite para anunciar algumas mudanças que se prevêem urgentes ao nível de Chefes de Divisão e Direcção de Departamentos, garanto-lhe que se acertar nos nomes certos, o número de votos na sua pessoa subirá significativamente. Na saúde apenas se prevê uma afasia (perda da fala) temporária em virtude dos comícios e do desgosto da possível derrota eleitoral.
Presságio: As forças do mal (os fascistas, ou seja, os que não votam em si) poderão exercer um efeito nefasto. Acenda 342 velas a Nossa Senhora dos Arrependidos e poderá contrariar em parte os "fachos". Se quiser, também pode ser de grande ajuda acender 123 velas a Nossa Senhora das Dores para contrariar os efeitos da possível derrota. Repare na insistência da palavra "possível".



JOÃO PAULO GAMBÔA

Signo Solar da Campanha – Virgem
Número da Sorte – 3
Filme – 7 Anos no Tibete
Livro – O Budismo Zen (Alan Watts)
Dia da Semana – Segunda-Feira
Citação da Campanha – "Podemos obrigar um cavalo a ir à água, mas não o podemos obrigar a beber” (Woody Allen)


Ó amigo J.P. Gambôa, essa de se sentar no banco do jardim do Bacalhau foi de mestre, mas não deve falar de nada que não tenha a ver com a globalidade do povo deste Estado Alentejano. O mapa astral da sua campanha é muito dúbio. Não sei se lhe diga que os que votam em si vão apenas ajudar o amigo Prantos, porque isso seria perverso. Mas das duas, uma: ou o amigo dava os seus votos ao amigo Arvoredo ou vice-versa. Essa de andarem a querer contrariar os astros tentando que a CDU ganhe, não dá. Afinal você tem todo o direito de concorrer mas sabe que é um risco, já que a CDU espreita. Tendo o amigo Gâmboa como regente da campanha o signo de Virgem compreende-se esta hesitação, esta confusão. Pensa demais e age de menos. Analisa, re-analisa e nada faz. Na saúde prevê-se um período depressivo, mas não desespere, quem sabe um ano destes...
Presságio: Pode ser que Baphomet, essa figura enigmática tão ligada aos Cavaleiros Templários se lembre de si, mas não confie muito. O isolamento pós-eleitoral far-lhe-á muito bem. Aconselho a conversão ao Budismo e o ingresso por 3 meses no Mosteiro Budista sito no Moinho do Malhão (Salir).




HALBERTO FATOS

Signo Solar da Campanha – Peixes
Número da Sorte – 4
Filme – O Último Vicking
Livro – A Interpretação dos Sonhos (Freud)
Dia da Semana - Todos
Citação da Campanha – "Aquilo que não me pode destruir torna-me mais forte” (Friedrich Nietzsche)

Ó amigo Halberto, que raio de signo que lhe havia de calhar para a sua campanha. Pois é, Peixes com o seu misticismo, o seu não-sei-bem-o-quê, o mundo do nosso satélite natural, o difuso, o que não se define, o nem sei o que quero. Assim, este raio deste signo (e é apenas por este facto) vai pela 12ª vez complicar-lhe o caminho à Casa da Praça. Mas não se importe, se o B.E. confia em si pela 12ª (ou será 13ª ?) vez é porque lhe reconhece pelo menos o mérito da insistência e a sua forte resistência à derrota. O facto de saber sempre que não vai ganhar também lhe proporcionou uma certa resiliência (digamos flexibilidade adaptativa) face ao fracasso eleitoral. Este ano deve oferecer novamente uns comes-e-bebes (mas que não seja de novo feijão, 'tá? Obrigada). Na saúde tenha apenas cuidado com aquelas coisas que andam nos ovos e são filhas e esposas dos salmões, as célebres salmonelas (salmão fêmea) que lhe podem provocar desarranjos intestinais.
Presságio: Reze, reze muito. Não lhe sei dizer a quem, mas reze! Lembre-se que até no Saara chove, muito raramente, mas chove. Olhe, pode tentar rezar ao panteão santanário dos evangélicos. Garanto-lhe que será muito rápido. Ou então recolha-se e medite no interior do Museu Visigótico (há domingos em que está aberto).

17.9.05

Pax Intratibus

10.9.05

A Katrina Do Nosso Descontentamento

Foi desgostosamente triste assistir (felizmente via caixa "confusora de ideias", vulgo TV) à passagem do Furacão Katrina – curioso e correcto [ :) ] o facto de os furacões terem sempre nomes de mulher – e principalmente aos estragos humanos, animais, da flora e de bens materiais que "a Katrina" provocou.
Começo por dizer que não sou anti-americano, sou apenas anti-chinês pelo que eles fizeram/fazem no Tibete, mas dá-me que pensar como é que um país como os EUA, com todos os meios ao seu dispor (e mais alguns), tendo conhecimento do que se avizinhava, prevendo com o que de mais avançado em termos meteorológicos existe as consequências que adviriam de tão importante fenómeno natural e não se encontravam preparados para este evento. Tudo isto me suscita algumas perguntas, tais como:

- Teve alguma importância no atraso da chegada dos meios de auxílio, o furacão ter devastado uma área maioritariamente habitada por pessoas de raça negra e com um nível de vida aquém da média Norte-americana?
- A sensação que dá é que os EUA mobilizam com a maior rapidez quantidades enormes de material de guerra e soldados para invadir ou "libertar" um qualquer país que lhes interesse (e não porque as pessoas estão por lá a sofrer), mas são incapazes de fazer o mesmo quando se trata de intervir de uma forma activa e produtiva em situações de paz, ou se preferirmos de catástrofes não provocadas pela guerra. Concluo daqui que este é um país completamente preparado e direccionado para a guerra e que descura aspectos importantíssimos que ocorrem em situações de paz, neste caso, dentro do seu próprio território geográfico.
Que um país, ou mesmo um cidadão tenha o direito de preservar a sua integridade física, mental, emocional e espiritual no caso de se encontrar ameaçado em qualquer uma destas suas componentes, penso que todos concordarão, mas o que se passa nos EUA é uma autêntica cultura do belicismo, da agressão. Sei que tudo é relativo e que a forma como um país ou cidadão exerce a sua defesa dependerá de inúmeros factores (sociais, políticos, religiosos, caracteriais, personalísticos, grupais, etc.). A título de exemplo, um sujeito neo-nazi, por princípio, não exercerá a sua defesa da mesma forma que um sujeito budista, mas é óbvio que tudo dependerá das circunstâncias e do estímulo ameaçante.
Para finalizar, espero que as autoridades Norte-americanas tenham aprendido algo com tudo isto e não se tornem mais um exemplo do que referi no post anterior acerca dos incêndios em Portugal e dum certo "aprés moi le déluge" (depois de mim [pode vir] o dilúvio).
A finalizar, o meu voto de pesar por todas as vítimas e o regresso rápido a um futuro mais risonho.

3.9.05


Hoji, e já no rescaldo das fogacêras qu'acenderam por todo o País, decidi falari sobre os lumis! E vou falari! O povo tem na sabedoria do ditado que "casa roubada, trancas à porta". Pôs bein, temos sido rôbados d'ano p'ra ano. O ano passado foi terrível a devastação a que o nosso património arborícola (e não só) se viu sujêto, a somári a esta perda quase que irrecuperável, as pessoas e beins que morreram e arderam, arrespectivamenti, a fauna, enfim, uma tragédia de tal forma brutáli num país tão piqueno que se tornou a novela de Verão tristemênti más badalada em Portugale e nos estrangêros onde somos ridiculament' tratados. Pôs mêzamigos, o ditado nas suas 2 partes constituintes que o constituiem p'ra qu'ele fique sem 'tár partido fica desta manêra: 1ª párti - casa roubada (a casa foi e é roubada); 2ª párti - trancas à porta. Bom, bom, aqui é que o varrasco torce o rabo. Que porta???!!! e que tranca???!!! É típica a inépcia e inércia dos governantes portugueses (nã, nã sô máis um a mandar tudo p'ra cima dos governos. Ê escrevi governos?! Hum... estranho... é que me parece sempre o mesmo governo desde há pelo menos uns 31 anos). É triste constatari que nada se aprendeu ou quis sequer aprenderi com as tragédias do ano passado. Não foi elaborado um plano sério de combate aos incêndios, esperámos uma vez mais pelas benesses de São Pedro (é favor fazeri o sinal da cruz 834 vezes) que est'ano não 'teve p'ra favores. Compraram-se 2 assubmarinos (sim, quem nos diz que Marrocos não nos invade com bombas-carpetes? hum?) porque 1 não chegava; comprámos helicóptros, mas como somos um país rico só os pedimos equipados para as brincadeiras aos soldadinhos (vulgo, jogos d' guerra) quand' eles também podiam ser apetrechados para o combate aos fogos. Temos bons pilotos na F.A. com curso de combate a incêndio que estão encostados nas bases porque um dado Governo (o mêmo de sempri) entregou essa tarefa ao sector privado o que nos custa os olhos da cara (os políticos têm visões que antecipam as derrocadas dos seus governos... pois... pois... adiante...). Em suma, podíamos ter helicóptros, aviões e meios adequados de combate aos incêndios com o pouco dinheiro que nos dizem que temos, mas que tão mal distribuído se encontra.
Vejam, a título d' exemplo, qu'o mê amigo Celtibérix refere num dos seus posts que tem um latinhas e anseia por um porsche (o itálico é mêo). E há-de tê-lo, d'zemos nós, Abade Anacleto e o Zéi da Boleta Falida (autoris dest' posti) . A propósito Toi, os Irmãos Chaparricanos iniciaram ontem uma novena a Santo Anacleto do Chaparro para a Santa Casa da Misericórdia acertar finalmente nos números com que tu jogas no Euromilhões há já tanta semana, tá garantido! E já agora, ond' 'tarão as "latas ferrugentas" que o Banco de Portugali desprezou? Se souberem digam que a malta combina e vamos lá todos buscá-las. Ê cá quand' fôr grandi quero ser motorista do Dr. Victor In-Constâncio.
Assinado: Abade Anacleto, Provincial da Ordem Cenobita dos Irmãos Chaparricanos
Assinado: Zéi da Boleta Falida, Tanoêro e provadôri dos vinhos de Vil'Alva e donde calhar.


P.S.: Queremos esclareceri c'as palavras caras que aparecem no texto são de Sua Senhoria, o Abadi; as ôtras sã tôdas minhas, sã cá do Zéi, este vóss' amigo do pêto.
P.S.Ôtra.Vêiz.: Tamos a pensár começári a arrespondêri a préguntas mandadas pelos lêtôris. A ver vâmos s'a vaca nã mija p'rá frenti.
Saúdinha e Bôa Nôte.


 
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